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O nome da hoje Cidade que é sede de Freguesia terá surgido com o primitivo aglomerado populacional que nasceu em redor de um lago ou de uma lagoa. Secaram-se os pântanos e os charcos para fazer nascer mais habitações e os férteis campos; a população fixou-se, conheceu os povos que se instalaram no Algarve, conheceu o império muçulmano e coabitou com os castelos vizinhos de Estômbar, Porches e Silves; viu as terras árabes serem integradas no reino de Portugal pela espada de D. Paio Peres Correia e dos cavaleiros de Santiago, entre 1242 e 1246.
O simples e humilde “lugar” de Lagoa ficou então integrado no termo de Silves. As propriedades desenvolviam-se e cresciam; o próprio rei não abdicava destas terras e era senhor de um vasto património rústico que entregava aos seus vassalos e locatários. Mas muitos dos locatários desses figueirais e das vinhas, nomeadamente de Lobite, eram mouros livres que por ali ficaram após a reconquista cristã.
No século XIV, cristãos e mouros partilhavam as terras, as figueiras, as searas e as vinhas; coziam o pão nos fornos do rei. Nas terras de Loubite, a caça abundava, desde animais de pequeno porte como o coelho até ao veado. Parece mentira, mas numa época, afinal não muito distante, havia veados em Lagoa.
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