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As marcas históricas de Lagoa não terminam aqui. Num ou noutro edifício, sem grande dificuldade, podemos encontrar a encimar as frontarias e as platibandas estatuetas religiosas ou profanas de pequeno porte. Com mais facilidade encontramos pequenos pormenores sacros criteriosamente escolhidos para enfeitar as fachadas e as ombreiras, santos protectores em azulejos, sempre com o condão de anjo da guarda, sempre com a missão de intermediários entre Deus e os homens, sempre com o papel da protecção divina. São marcas da profunda religiosidade das gentes Lagoenses, no respeito e na fé.
O mesmo respeito continua na arquitectura da agora jovem cidade algarvia, na genuinidade da sua área mais antiga que podia constituir um autêntico centro histórico, demarcado naturalmente pelas antigas casas térreas, com portas manuelinas, das quais se destaca, entre outras, a casa da rua Pinheiro Chagas, com a sua curiosa porta de arestas chanfradas com a verga decorada com gomos.
Mas também as casas senhoriais e os belíssimos sobrados das Idades Moderna e Contemporânea sobreviveram até aos nossos dias, como são disso exemplo a Casa Pessanha ou a Casa Júdice Ferreira e outras. Admirada nos seus valores, até a nova imagem da Rua 25 de Abril, a grande aposta pedonal da jovem Cidade, está plenamente enquadrada no conjunto e dá-lhe mais vida.
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