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Há muita coisa que “não se vê” em Lagoa, mas que faz parte integrante da memória colectiva através do seu passado mais remoto.
Trata-se de vestígios únicos e riquíssimos que projectam a Freguesia para outros campos, longe da popularidade, mas na elevação da antiguidade de uma terra de valores infindáveis. Salientamos, nesses aspectos, as praias plistocénicas, com vestígios dos Períodos paleolítico, epipaleolítico e neolítico, como as jazidas de Benagil e da Marinha; os arqueosítios das mesmas épocas, como a Torrinha, Lobite, Bemposta, Lombos, Monte da Fazenda e Caramujeira. Neste local, conhecido pela sua casta vinícola, tal como na zona de Bemparece, os testemunhos históricos estendem-se à Idade dos Metais.
Na Caramujeira foram encontrados alguns dos mais belos exemplares de menires fálicos do Neolítico. Os menires repetem-se no sítio do Mato Pinheiro, destacando-se o exemplar que está exposto no jardim do Convento de S. José em Lagoa.
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